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2009 - O Nascimento

A campanha de compromisso social “Racismo, aqui não!” nasce, a partir da iniciativa do publicitário brasileiro João Silva, em função do aumento crescente de casos de racismo no país. O publicitário, que atua no mercado há quase 50 anos, e é um dos mais premiados do Brasil, percebeu, a partir da sua experiência e energia  profissional, sempre tendo o cuidado de dar visibilidade na mídia ao consumidor brasileiro, que a comunicação é uma das ferramentas mais eficazes para inibir  as práticas racistas em ambientes institucionais, empresariais e sociais.

Através da sua organização, o Instituto Maria Preta, a ação busca articulações e apoio para colocar em prática suas ideias, com destaque para temas cruciais no mundo que fazem parte da agenda da sociedade atual como igualdade, respeito às minorias, tolerância religiosa, defesa do meio ambiente e atenção ao idoso e combate ao racismo, desde a sua fundação.

Manifestações culturais como a missa na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, assim como as comemorações da Irmandade da Boa Morte em Cachoeira, foram espaços compartilhados para o lançamento e promoção do selo e maior engajamento da sociedade quanto à sua importância para o combate ao racismo.

2010 - 2016 -  Ocupação de novos territórios


O projeto ganha vida como uma resposta necessária à sociedade brasileira, especialmente aos mais de 50% de afro-brasileiros. Sua formatação é articulada com instituições e movimentos que acreditam no trabalho desenvolvido e que, de alguma maneira, representam o movimento negro.
É uma ação que integra compromisso social, resistência e transformação do comportamento humano a partir do elemento da comunicação (Selo “Racismo, aqui não!”.) Em dezembro de 2010, a campanha foi abraçada pelo restaurante Silvia’s do Harlem em New York e pelo Pub nova iorquino Blue Note com as versões em português e inglês. Em 2011, foi a vez da Áustria em evento com a participação do publicitário no seminário “Al The Dreams”.


No Brasil, ações vinculadas ao movimento negro, como a produção do videodocumentário "Alaíde do Feijão”, fizeram parte desta campanha, aliada a  inúmeras manifestações de adesão por parte de empresários, jornalistas, artistas e profissionais liberais.

2017 - 2022 - Mobilização

O movimento do projeto crescia, ao mesmo tempo, aconteciam, quase que diariamente em todo país, ataques racistas nos estádios. Incomodado com os crescentes casos de racismo também em shoppings, escolas, universidades, e locais de trabalho e lazer, e percebendo a falta de noção da gravidade por parte das autoridades brasileiras, o publicitário resolveu aproveitar o clima de união e leveza que todo início de ano traz, para logo após o Reveillon de 2016/17, ou seja, no primeiro dia do ano, convidar as pessoas a fazerem uma selfie segurando o cartaz com o selo disponibilizado em sua rede social.


Essa ação começou a ganhar as redes sociais e foram milhares de pessoas fazendo seus selfies enviando para o publicitário e/ou postando em suas redes sociais de diversas parte do brasil e outros países, independente de cor, sexo e de diversas atividades. A única exigência era que a pessoa se identificasse com seu nome, profissão e onde mora. Chegaram de tudo: empresários, professores, artistas, jornalistas, fazendeiros, vaqueiros, pescadores, bancários, advogados, engenheiros, arquitetos, artistas plásticos, motoristas...; imagens em eventos, locais de trabalho até em estádios de final da Champion League, studios de gravações do Brasil, Alemanha, Estados Unidos, Áustria, Portugal, Espanha dentre outros. Assim, nasceram as hastags #2017racismoaquinao e , em seguida,  #racismoaquinao.

 

Durante a Flip/2017, em Paraty, a campanha ganhou uma força gigantesca nas redes sociais, a partir da participação de artistas, escritores, professores, atores e moradores da cidade. O grande destaque ficou por conta da professora Diva Guimarães, que em participação no debate conduzido pelo ator Lázaro Ramos, que emocionou o país com seu depoimento e resolveu aderir à campanha também assim que tomou conhecimento.

 

Em  junho de 2017, João Silva convida o cantor e compositor Edu Casanova, autor de inúmeras músicas de sucesso nacional, para compor, em parceria, a música que pretende ser um hino, um mantra sobre a questão do racismo no Brasil. Em outubro do mesmo ano, a música foi apresentada pela primeira vez no bar/Restaurante Maria da Villa, no antigo mercado do peixe do Rio Vermelho, durante uma apresentação de Gilson Babilônia.

2023 - Institucionalização

Assim, em 2023, o projeto é repensado mais formalmente. O modelo (forma e regras de funcionamento) ousado, baseado na constituição de uma organização que traz como premissa o compromisso social, a ética e o respeito, a partir da comunicação para gestão e estratégias de mobilização contra o racismo.

Um grande desafio que se torna ainda mais complexo em um país cuja a atenção dada pelas autoridades, nos níveis municipais, estaduais e federais, a estas questões avança lentamente e, em muitos momentos, de maneira pouco eficaz.
Trata-se de mobilizar a sociedade para transformar o comportamento  humano para a questão racial no Brasil e no mundo a partir da atuação em:

 

1.Articulação social :


Interlocução com diferentes sujeitos políticos, empresas, entidades e população em geral para o enfrentamento ao racismo, a partir de ações efetivas de comunicação.

2. Mobilização de recursos.

De 2009 a 2023, a mobilização de recursos e investimentos foi realizada, unicamente, pelos empresários João Silva e Concita Pinto, a partir de diversas ações no Brasil e exterior, culminando agora com a criação do certificado de compromisso social “Racismo, aqui não!”.
Neste momento, entendemos ser essencial a participação da sociedade, empresas  e instituições que realmente tenham interesse em combater o racismo, para manutenção do projeto, com o objetivo de alcançar maior efetivação.
A adesão ao selo e a campanha de doação  são os caminhos possíveis para tornar possível todo investimento programático.

 

3. Investimento programático

Educação: Incentivo a ações de comunicação ao enfrentamento do racismo institucional nos ambientes escolares, empresariais e de convívio social.

Apoio a pesquisa: Realização de estudos que ajudam a compreender a questão racial e dão subsídios para o enfrentamento ao racismo, assim como para as desigualdades que marcam o Brasil e o mundo, a partir da mensuração e identificação da participação da população negra na economia de mercado, no consumo diário e no desenvolvimento do país.


Divulgação: A divulgação de pesquisa sobre hábitos e consumo da população negra, aliada ao compromisso social das empresas e instituições que aderirem ao projeto, além de contribuir para harmonizar o ambiente interno de trabalho, servirá, também para a promoção de práticas transformadoras de antirracismo em diversos espaços, sejam eles públicos ou privados de forma pacífica e sem conflitos.

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